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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

É amor.

Mesmo não sendo proveniente de uma família sportinguista, desde pequenina que sempre ouvi dizer que os verde e brancos eram diferentes. Tanto, que vivia eu o verde e branco sem nunca ter ido ao estádio, sem nunca ter ganho um campeonato, sem nunca ter ganho... na verdade nada. Era sportinguista, simplesmente porque o era. 

Ninguém me ensinou a sê-lo, nem ninguém fez dele parte da minha educação. Era um adjectivo, como ser bonito, ou engraçado, ou boa pessoa, simplesmente "era-se". 

Muitos contam as histórias de como iam ao antigo estádio de mão dada com o pai, que lhes contava e explicava o que acontecia dentro do campo... Eu invejo essas histórias, e conto sobre a primeira vez que fui ver o Sporting, meio às escondidas dos meus pais, ao estádio... da Luz.

Nesse dia descobri uma coisa: não era só o sportinguista individual que era diferente. A família sportinguista era mesmo diferente. Em nada nos parecíamos com aqueles palermas que gritavam do outro lado das bancadas, que mais pareciam uns animais.

Perdemos, mas nós éramos especiais, e fiquei ainda mais apaixonada pelo nosso grande clube. 

Não. Não é giro ser do Sporting. Não somos sempre felizes, e já fomos muito tristes. Mas é amor.

O verdadeiro amor aumenta nos momentos maus. Aumenta com a distancia, em vez de se desvanecer. Faz parte de nós em vez de ser uma companhia.

Não é uma paixão passageira, que quando começa a dar problemas mais vale dar de frosques.

Nós, os verdadeiros sportinguistas, sabemos disso.

Hoje enchemos o estádio, mais uma vez, e provaremos dentro de campo que merecíamos o empate no jogo anterior.

Hoje enchemos o estádio e ficaremos sem voz mostrando assim que o Sporting Clube de Portugal não se cala contra injustiças por parte da UEFA.

Hoje enchemos o estádio e mostraremos a todos que acreditamos num amor incondicional por um clube.

Hoje enchemos o estádio e, contra tudo e contra todos, vamos ver a nossa equipa a ganhar.


Acreditem, e saiam de casa! Larguem as televisões, e não pensem no frio que faz. Não vão querer estar no café a falar deste jogo daqui a uns anos, a grande vitória do Sporting contra o Shalke 04, e terem a vergonha de dizer que não foram ao estádio pois não?

Hoje enchemos o estádio porque somos diferentes.

Hoje enchemos o estádio porque somos SPORTING.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Peyroteo



Na altura em que o futebol era diferente, o amor à camisola era mais importante.

Um grande senhor num grande anuncio da Nike

Pep Guardiola no Bayern.. e com ajuda feminina


Desconhecia este facto, confesso, mas a antiga jogadora Kathleen Krüger é já uma personagem importante no balneário do Bayern, sendo conhecida por "chefe de equipa". Tal como ajuda hoje em dia o treinador actual Jupp Heynckes, também irá ajudar Pep Guardiola na sua adaptação ao futebol alemão.



É verdade, nem todas as mulheres acham graça ao futebol. Alias, a maioria das mulheres não acha graça ao futebol. Somos uma espécie rara, que se esconde por de trás da maioria onde a Vogue é mais importante que 90 minutos de 22 homens a correrem atrás de uma bola. Maioria que considera ir às compras todas as semanas um hábito mais importante que ir ao estádio. Cujo tempo para pintar as unhas não será, claramente, dispensado a vir a este blog, por exemplo.
Mas adoro saber que já começam a haver portas abertas às mulheres neste mundo tão sexista, que já se valoriza as opiniões, mais do que valorizarem serem “as adeptas mais bonitas do mundo”.

Gosto de saber que Kathleen vai ajudar o treinador, pode ser que o ponha no lugar e seria tão bom saber que ainda lhe ensina algumas coisas do mundo fora do Barcelona. Quero ver se o Pep ainda é bom treinador com jogadores que não se conhecem desde pequeninos, que não falam a língua dele, e que não vão nas cantigas espanholas. Winter is coming?