Não serei eu com certeza a única com saudades de ver o nosso grande Sporting jogar, embora Este ano seja o primeiro que chego a esta altura perfeitamente consciencializada de que não seremos campeões. Sempre fomos, nós leões, bastante ilusionados em relação à nossa equipa e começamos sempre a dizer "este ano calamo-vos, este ano vamos ser campeões" e ao longo da época essa frase vai deixando de se dizer com muita tristeza nossa.
Agora somos conscientes que não se curam 17 anos de má gestão em meses, que embora pareça estar num bom caminho, não nos podemos iludir. A realidade é que não estaremos a lutar por nenhum título. Pelo menos nenhum que importe.
O bom de ser um bom adepto de futebol, e não um adepto de só quando estamos a ganhar, é que mesmo assim ir ao estádio, ver os nossos a jogar, gritar até ficar sem voz, pôr os braços ao ar e cantar, é e será sempre um prazer.
sábado, 29 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Vida
Há quem diga que sou maluca. Que uma rapariga não devia
gostar tanto de futebol. Que uma rapariga não devia se quer abrir a boca para
falar de futebol. Riem-se quando digo que tenho um blog sobre o meu clube
amado. Porque isso não é para raparigas, dizem eles, raparigas são para falar
de moda, e verniz para as unhas. Para comentar os rapazes giros que aparecem na
televisão, e partilharem fotografias com paisagens e uma mensagem bonita e
profunda a Helvica. Basicamente para não terem muito interesse, e nunca
interferirem com a sua guy’s zone. Certo?
Pois bem, não serei com certeza uma rapariga normal. Não sei
muito bem como começou, mas foi mais por mim que por influencias. Pronto,
pronto, ter dois irmãos rapazes ajuda, mas devo, ainda assim, ser a pessoa mais
adepta de futebol da família. O jogo em si dá-me pica, gosto de ver os 22
palermas atrás de uma bola, gosto da arte que demonstram com aquele objecto
redondo com o qual já todos jogamos, gosto do quanto move as pessoas.
O meu primeiro equipamento do Sporting Grande de Portugal
foi recebido em 2000. O Sporting não era campeão à 18 anos, nunca tinha visto o
meu clube ganhar nada, ou quase nada, não sabia porque é que era dos
verde-e-brancos se nem os via ganhar nada, só sabia que o era. Fiquei
tristíssima quando não pude ir festejar o campeonato para a rua, tinha de ir
dormir. Afinal, tinha apenas 9 anos e já era a hora do xixi-cama, já tinham
dado os patinhos. Quando acordei tinha o presente perfeito ao final da cama. O
equipamento do Sporting! Ainda com a marca Telecel, com os calções e as meias,
tudo perfeito! Os meus irmãos receberam o equipamento do Schmeichel, e fomos
todos assim vestidos para a escola nesse dia. Nunca me esquecerei de jogar a
bola com aquilo vestido pela primeira vez. Ainda hoje uso essa t-shirt, e por
vezes esses calções. Estão-me um pouco bastante mais pequeninos, mas ainda
servem, e são um orgulho demasiado grande para enfia-los numa gaveta e esquecer que
existem.
A minha segunda t-shirt foi-me oferecida pelo meu amigo Rui,
com quem já não falo à anos, mas que foi com quem fui aos primeiros jogos ao
estádio e por isso nunca me esquecerei. Sim, não sou aquela sportinguista que
ia ao estádio em pequenina com o pai e que daí cresceu o meu amor, porque, com
muita pena minha, o meu pai é benfiquista, como já disse aqui varias vezes. Não
é por isso que gosto menos dele. É dos poucos benfiquistas que admiro
profundamente.
Os primeiros jogos que fui ainda me fizeram apaixonar mais
pelo grande clube que amo hoje em dia. O ambiente pré-jogo, a família, a união.
Somos únicos. Como é que posso ter a certeza? Nunca fui a um pré-jogo
lampionico, é um facto, mas duvido que se viva aquilo que nós vivemos.
Desconhecidos, amigos, conhecidos, irmãos, juntam-se no amor incondicional que
nutrimos pelo verde.
Pois é, pareço uma facciosa insuportável, mas a sério. Eu
não sou assim tão facciosa. É apenas o que sinto e vivo ao ver aquele ambiente
brutal. Não quero que me interpretem mal quando falo mal de benfiquistas ou
portistas, apenas sinto que não tenho mesmo nada a ver com aquilo, e sim, não
gosto do que eles cultivam em relação ao seu clube. Não por puro odio gratuito,
mas porque há razões para não ser adepta daquilo. Respeito, não digam que não,
quando não gostam dos meus posts, porque é que não respeitam que não goste dos
vossos clubes?
Quando comecei o blog nunca foi no sentido de demonstrar que
mulheres também podem gostar de futebol, nunca foi num anti-machismo puro,
nunca foi com grandes intenções. Era só para desabafar as minhas opiniões
enquanto sou emigrante e não tenho ninguém com quem falar do meu clube. A
verdade é que foi crescendo, e mesmo quando estou demasiado ocupada para
escrever, ou pura e simplesmente prefiro manter o silencio (como ultimamente,
já que comentar pseudo-futuras-contratações, a mim, não me parece interessante),
não me passa a vontade de ver futebol, não me passa a vontade de ver o meu
Sporting.
Porque não é só fachada. É só amor.
Porque não é só fachada. É só amor.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Miguel Sousa Tavares sobre a greve dos professores
"A minha entrada no ensino foi feita numa pequeníssima aldeia rural do norte. Éramos uns 80 alunos, da 1ª à 4ª classe, todos juntos na mesma e única sala de aula da escola - que não me lembro se tinha ou não casas-de-banho, mas sei que não tinha qualquer espécie de aquecimento contra o frio granítico, de Novembro a Março, que nos colava às carteiras duplas, petrificados como estalactites. Lembro-me de que o "recreio" era apenas um pequeno espaço plano, enlameado no Inverno, e onde jogávamos futebol com uma bola feita de meias velhas e balizas marcadas com pedras. A escola não tinha um vigilante, um porteiro, uma secretária administrativa. Ninguém mais do que a D. Constança, a professora que, sozinha, desempenhava todas essas tarefas e ainda ensinava os rios do Ultramar aos da 4ª classe, a história pátria aos da 3ª, as fracções aos da 2ª, e as primeiras letras aos da 1ª. Ela, sozinha, constituía todo o pessoal daquilo a que agora se chama o 1º ciclo. Se porventura, adoecesse, ou se na aldeia houvesse, que não havia, um médico disposto a passar-lhe uma baixa psicológica ou outra qualquer quando não lhe apetecesse ir trabalhar, as 80 crianças da aldeia em idade escolar ficariam sem escola. Mas ela não falhou um único dia em todo o ano lectivo e eu saí de lá a saber escrever e para sempre apaixonado pela leitura. Devo-lhe isso eternamente.
Nesse tempo, não havia Parque Escolar, não havia pequenos-almoços na escola (que boa falta faziam!), não havia aquecimento nas salas, não havia o recorde de Portugal e da Europa de baixas profissionais entre os professores, não havia telemóveis nem iPads com os alunos, não havia "Magalhães" ao serviço dos meninos, mas sim lousas e giz, os professores não faziam greves porque estavam "desmotivados" ou "deprimidos" e a noção de "horário zero" seria levada à conta de brincadeira. Era assim a vida.
Não vou (notem: não vou) sustentar que assim é que estava bem. Limito-me a dizer que tudo é relativo e que nada do que temos por adquirido, excepto a morte, o foi sempre ou o será para sempre. E sei que na Finlândia - o país considerado modelo no ensino básico e secundário pela OCDE - os professores trabalham mais horas do que aqui, não faltam às aulas e ganham proporcionalmente menos. Com resultados substancialmente melhores, do único ponto de vista que interessa aos pais e aos contribuintes: o desempenho escolar dos alunos.
Só uma classe que recusou, como ultraje, a possibilidade de ser avaliada para efeitos de progressão profissional - isto é, uma classe onde os medíocres reivindicaram o direito constitucional de ganharem o mesmo que os competentes - é que se pode permitir a irresponsabilidade e a leviandade de decretar uma greve aos exames nacionais. Nisso, são professores exemplares: transmitem aos alunos o seu próprio exemplo, o exemplo de quem acha que os exames, as avaliações, são um incómodo para a paz de um sistema assente na desresponsabilização, na nivelação de todos por baixo, na ausência de estímulo ao mérito e ao esforço individual.
Mas a greve dos professores vai muito para lá deles: reflecte o estado de espírito de uma parte do país que não entendeu ou não quer entender o que lhe aconteceu. Deixem-me, então recordar: Portugal faliu. O Portugal das baixas psicológicas, dos direitos adquiridos para sempre, das falcatruas fiscais, das reformas antecipadas, dos subsídios para tudo e mais alguma coisa, dos salários iguais para os que trabalham e os que preguiçam, faliu. Faliu: não é mais sustentável. Podemos discutir, discordar, opormo-nos às condições do resgate que nos foi imposto e à sua gestão por parte deste Governo: eu também o faço e veementemente. Mas não podemos, se formos sérios, esquecer o essencial: se fomos resgatados, é porque fomos à falência; e, se fomos à falência, é porque não produzimos riqueza que possa sustentar o modo de vida a que nos habituámos. Se alguém conhece uma alternativa mágica, em que se possa ter professores sem crianças, auto-estradas sem carros, reformas sem dinheiro para as pagar, acumulando dívida a 6, 7 ou 8% de juros para a geração seguinte pagar, que o diga. Caso contrário, tenham pudor: não se fazem greves porque se acaba com os horários zero, porque se estabelece um horário semanal (e ficcional) de 40 horas de trabalho ou porque o Estado não pode sustentar o mesmo número de professores, se os portugueses não fazem filhos.
Por mais que respeite o direito à greve, causa-me uma sensação desagradável ver dirigentes sindicais, dos professores e não só, regozijarem-se porque ninguém foi trabalhar. Ver um sindicalismo de bota-abaixo constante, onde qualquer greve, qualquer manifestação, é muito mais valorizada e procurada do que qualquer acordo e qualquer negociação - como se, por cada português com vontade de trabalhar, houvesse outro cujo trabalho consiste em dissuadi-lo desse vício. Assim como me causa impressão, no estado em que o país está, saber que quase 200.000 trabalhadores pediram a reforma antecipada em 2012, mesmo perdendo dinheiro, e apesar de se queixarem da crise e dos constantes cortes nas pensões. Porque a mensagem deles é clara: "Eu, para já, mesmo perdendo dinheiro, safo-me. Os otários que continuarem a trabalhar e que se vierem a reformar mais tarde, em piores condições, é que lixam!" É o retrato de um país que parece ter perdido qualquer noção de destino colectivo: há um milhão de portugueses sem trabalho e grande parte dos que o têm, aparentemente, só desejam deixar de trabalhar. Será assim que nos livraremos da troika?
As coisas chegaram a um ponto de anormalidade tal, que, quando o ministro da Educação, no exercício do seu mais elementar dever - que é o de defender os direitos dos alunos contra a greve dos professores - convoca todos eles para vigiar os exames, aqui d'El Rey na imprensa bem-pensante que se trata de sabotar o legítimo direito à greve. Ou seja: que haja professores (que os há, felizmente!) dispostos a permitir que os alunos tenham exames é uma violação ilegítima do direito dos outros a que eles não tenham exames. Di-lo o dr. Garcia Pereira, o advogado dos trabalhadores e do dr. Jardim, infalível defensor da classe operária, e o mesmo que, no final do meu tempo de estudante, na Faculdade de Direito de Lisboa, invocando os ensinamentos do grande camarada Mao, decretava greve aos "exames burgueses" - que o fizeram advogado.
Não contesto que as greves, por natureza, causem incómodos a outrem - ou não fariam sentido. Mas há limites para tudo. Limites de brio profissional: um cirurgião não resolve entrar em grave quando recebe um doente já anestesiado pronto para a operação; um controlador aéreo não entra em greve quando tem um avião a fazer-se à pista; um bombeiro não entra em greve quando há um incêndio para apagar. Eu sei que isto que agora escrevo vai circular nos blogues dos professores, vai ser adulterado, deturpado, montado conforme dê mais jeito: já o fizeram no passado, inventando coisas que eu nunca disse, e só custa da primeira vez. Paciência, é isto que eu penso: esta greve dos professores aos exames, por muitas razões que possam ter, é inadmissível."
Nesse tempo, não havia Parque Escolar, não havia pequenos-almoços na escola (que boa falta faziam!), não havia aquecimento nas salas, não havia o recorde de Portugal e da Europa de baixas profissionais entre os professores, não havia telemóveis nem iPads com os alunos, não havia "Magalhães" ao serviço dos meninos, mas sim lousas e giz, os professores não faziam greves porque estavam "desmotivados" ou "deprimidos" e a noção de "horário zero" seria levada à conta de brincadeira. Era assim a vida.
Não vou (notem: não vou) sustentar que assim é que estava bem. Limito-me a dizer que tudo é relativo e que nada do que temos por adquirido, excepto a morte, o foi sempre ou o será para sempre. E sei que na Finlândia - o país considerado modelo no ensino básico e secundário pela OCDE - os professores trabalham mais horas do que aqui, não faltam às aulas e ganham proporcionalmente menos. Com resultados substancialmente melhores, do único ponto de vista que interessa aos pais e aos contribuintes: o desempenho escolar dos alunos.
Só uma classe que recusou, como ultraje, a possibilidade de ser avaliada para efeitos de progressão profissional - isto é, uma classe onde os medíocres reivindicaram o direito constitucional de ganharem o mesmo que os competentes - é que se pode permitir a irresponsabilidade e a leviandade de decretar uma greve aos exames nacionais. Nisso, são professores exemplares: transmitem aos alunos o seu próprio exemplo, o exemplo de quem acha que os exames, as avaliações, são um incómodo para a paz de um sistema assente na desresponsabilização, na nivelação de todos por baixo, na ausência de estímulo ao mérito e ao esforço individual.
Mas a greve dos professores vai muito para lá deles: reflecte o estado de espírito de uma parte do país que não entendeu ou não quer entender o que lhe aconteceu. Deixem-me, então recordar: Portugal faliu. O Portugal das baixas psicológicas, dos direitos adquiridos para sempre, das falcatruas fiscais, das reformas antecipadas, dos subsídios para tudo e mais alguma coisa, dos salários iguais para os que trabalham e os que preguiçam, faliu. Faliu: não é mais sustentável. Podemos discutir, discordar, opormo-nos às condições do resgate que nos foi imposto e à sua gestão por parte deste Governo: eu também o faço e veementemente. Mas não podemos, se formos sérios, esquecer o essencial: se fomos resgatados, é porque fomos à falência; e, se fomos à falência, é porque não produzimos riqueza que possa sustentar o modo de vida a que nos habituámos. Se alguém conhece uma alternativa mágica, em que se possa ter professores sem crianças, auto-estradas sem carros, reformas sem dinheiro para as pagar, acumulando dívida a 6, 7 ou 8% de juros para a geração seguinte pagar, que o diga. Caso contrário, tenham pudor: não se fazem greves porque se acaba com os horários zero, porque se estabelece um horário semanal (e ficcional) de 40 horas de trabalho ou porque o Estado não pode sustentar o mesmo número de professores, se os portugueses não fazem filhos.
Por mais que respeite o direito à greve, causa-me uma sensação desagradável ver dirigentes sindicais, dos professores e não só, regozijarem-se porque ninguém foi trabalhar. Ver um sindicalismo de bota-abaixo constante, onde qualquer greve, qualquer manifestação, é muito mais valorizada e procurada do que qualquer acordo e qualquer negociação - como se, por cada português com vontade de trabalhar, houvesse outro cujo trabalho consiste em dissuadi-lo desse vício. Assim como me causa impressão, no estado em que o país está, saber que quase 200.000 trabalhadores pediram a reforma antecipada em 2012, mesmo perdendo dinheiro, e apesar de se queixarem da crise e dos constantes cortes nas pensões. Porque a mensagem deles é clara: "Eu, para já, mesmo perdendo dinheiro, safo-me. Os otários que continuarem a trabalhar e que se vierem a reformar mais tarde, em piores condições, é que lixam!" É o retrato de um país que parece ter perdido qualquer noção de destino colectivo: há um milhão de portugueses sem trabalho e grande parte dos que o têm, aparentemente, só desejam deixar de trabalhar. Será assim que nos livraremos da troika?
As coisas chegaram a um ponto de anormalidade tal, que, quando o ministro da Educação, no exercício do seu mais elementar dever - que é o de defender os direitos dos alunos contra a greve dos professores - convoca todos eles para vigiar os exames, aqui d'El Rey na imprensa bem-pensante que se trata de sabotar o legítimo direito à greve. Ou seja: que haja professores (que os há, felizmente!) dispostos a permitir que os alunos tenham exames é uma violação ilegítima do direito dos outros a que eles não tenham exames. Di-lo o dr. Garcia Pereira, o advogado dos trabalhadores e do dr. Jardim, infalível defensor da classe operária, e o mesmo que, no final do meu tempo de estudante, na Faculdade de Direito de Lisboa, invocando os ensinamentos do grande camarada Mao, decretava greve aos "exames burgueses" - que o fizeram advogado.
Não contesto que as greves, por natureza, causem incómodos a outrem - ou não fariam sentido. Mas há limites para tudo. Limites de brio profissional: um cirurgião não resolve entrar em grave quando recebe um doente já anestesiado pronto para a operação; um controlador aéreo não entra em greve quando tem um avião a fazer-se à pista; um bombeiro não entra em greve quando há um incêndio para apagar. Eu sei que isto que agora escrevo vai circular nos blogues dos professores, vai ser adulterado, deturpado, montado conforme dê mais jeito: já o fizeram no passado, inventando coisas que eu nunca disse, e só custa da primeira vez. Paciência, é isto que eu penso: esta greve dos professores aos exames, por muitas razões que possam ter, é inadmissível."
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Caso Bruma
Como já disse, estive um pouco apartada do mundo noticiário esta
ultima semana. Apenas vinha ao Facebook passear um pouco e só via referencias
ao Bruma e o vai-não vai da renovação. Tantos rumores sobre o dinheiro que o
jogador estava a pedir, outros tantos sobre a quantidade de clubes interessados
nele, e ainda outros a dizer que o Bruma estava a dificultar as negociações
porque na verdade queria ir-se embora.
Cada vez mais, e repito porque também já disse aqui, os
sportinguistas não podem ir atrás de boatos jornaliticos lampionios. Ainda não
aprenderam? O pânico gerado é muito pior, e o “estou muito desiludido com a
atitude do Bruma” baseado em noticias de Correios da Manhã ou Rascords apenas
nos enfraquece a nós como clube.
Apenas liguem ao que nos digam os comunicados oficiais do
nosso grande. Agora no fim da telenovela o Bruma acaba com o Pini e cala muitos
de vocês, ou não?
Estes nossos amigos da comunicação social fazem jornalismo a
partir da cadeira do escritório e vão fazendo um dó li tá cara de amêndoa para
ver o que é que escrevem hoje. Ainda por cima com a época terminada? Ui ui, a imaginação
torna-se sempre muito mais fértil quando uma pessoa está aborrecida.
Daqui a bocado até nos vêm dizer que o Patrício vai para o benfica. Ah não, espera... Também já conseguiram desencantar essa. Peço
desculpa.
Já agora e nesse espirito, queria deixar aqui uma coisa engraçada que me
mostraram, embora seja da página lampionica tem a sua piada:
domingo, 16 de junho de 2013
Isto é Sporting
Depois de uma semana um pouco complicada para mim, voltei ao mundo real para ver o Director do Futsal do Sporting a impor o respeito ao nosso clube como já não via à muito tempo. “Não nos tomem por parvos”.
Nós, sportinguistas, somos obrigados a ver o nosso grande clube a ser achincalhado por todo o lado, é um facto, mas já começa a ser realmente cansativo. Hoje não vi o jogo, mas já vi partes e soube de coisas um bocado escandalosas, que realmente só nos acontecem a nós.
E a conclusão disto tudo, porque estou um pouco cansada e a minha imaginação não está muito em altas, é:
Odeio mesmo lampiões.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Acabou-se a Escuela de Cine y Audiovisuales de Madrid
“Então Madalena, nunca mais escreveste no teu blog”. Pois
não, esta vida ocupada de cinema e rodagens tira-nos toda a energia e depois deixa-nos de
ressaca, mas pelo menos já acabou!
Pronto esta é uma das desculpas, a outra é não querer dizer
m*rda. A valsa das contratações começou, e não quero comentar enquanto não
houver nenhuma (interessante de comentar) oficializada, porque as coisas que se escrevem não se apagam, mas
posso-me vir a arrepender delas.
Mourinho volta para o Chelsea e auto-intitula-se agora como
“happy One”. Há dois tipos de pessoas que não percebo: as que não comem
batatas-fritas porque engorda, e as que não gostam do Mourinho. É um rei e mal
posso esperar pelo reencontro Mourinho-Guardiola no inicio da próxima época.
Não posso deixar de comentar apenas uma coisinha nesta
bonita dança de transferências, gostei que o Leonardo Jardim tivesse bem
decidido o que é que precisava. Nos últimos anos estava tão habituada a ver
contratações a ponta-pé só porque sim (como no ano passado 40 médios, 0
avançados), que já não sabia o que é que era um treinador determinado.
Como já tinha dito anteriormente, Rui Patrício irá abandonar
a baliza do nosso clube de coração. E esta é uma das razões para não querer comentar
os rumores de transferências. Normalmente seria capaz de pôr aqui um Obrigada
Rui e coisas assim, mas depois de tamanhas traições por parte de outros
jogadores, e depois de me chegar aos ouvidos que o Porto andava atrás, tenho
medo de agradecer a quem quer que seja. Sim, agora com o Bruno acabou-se o ser
o melhor amiguinho do Futebol Clube do Porto, mas já não confio em ninguém.
Portanto quando houver noticias oficiais, estarei de volta, até lá...
domingo, 19 de maio de 2013
Até para o ano!
Tenho muito que fazer mas não podia deixar de vir desabafar as minhas resumidas opiniões:
Depois de passar 90 minutos com três computadores à
frente para não perder nada de cada jogo chega-se a várias conclusões: 1- O
Sporting precisa do Jesualdo. 2 – O benfica devia ter sido campeão. 3 – O porto
não joga no nosso campeonato.
Eu já sabia, tu já sabias, até um cego sabia, que o
Pinto da Costa iria fazer de tudo para não deixar qualquer duvida nem margem de
erro... Mas sempre pensei que fosse minimamente disfarçado. Dois golos sujos,
dois golos ilegais, dois golos que até eu, que precisava de 6 pares de olhos
para ver os três jogos ao mesmo tempo, vi que era um penalty mal assinalado e
três (!!!) fora-de-jogo. Vou gostar de ver o porto quando o Pintinho já não
estiver lá, aí é que vai ter piada! Assim já é tudo demasiado previsível e
repetitivo, já estamos cansados deste filme.
O benfica andou a tentar competir no nível de
“amizade” com equipas de arbitragem ao longo da época, mas claramente não foi
capaz de acompanhar a escola dos do norte. Devemos ser muita estúpidos, nós do
sul, que não somos capazes de perceber que não vale a pena.
O SPORTING que merece toda a minha dedicação e
tempo, teve, finalmente, um resultado ao nível do grande clube que é com quatro
golinhos! Que saudades de gritar golo assim. Embora não tenha servido de nada,
para mim o Sporting vale a pena todas as minhas cordas vocais, mesmo que eles
não me ouçam, não me interessa! Para o próximo ano lá estaremos outra vez. Sem
Liga Europa, mas com tempo para reconstruir e preparar a meia dúzia de putos
que vamos ter.
Agora só peço é calma a todos os sportinguistas. O
Record e a Bola vão dar em malucos com o melão com que estão, e vão começar a
disparatar em todas as direcções, o que fará com que a equipa do Sporting,
segundo eles, vá toda para o Porto, o que fará com que o diz que disse vai
aumentar, o que fará com que todo o jornalismo não valha de nada. Portanto,
tenham calma. Esperem pelas declarações oficiais do nosso presidente, e
entretanto não acreditem em nada.
Para o próximo ano o nosso objectivo não será maior
que o terceiro lugar, com ou sem Jesualdo (confesso a minha preferência pela
quase impossibilidade de que seja com), não vamos a lado nenhum e há que ser
realistas em relação a isso. Mas como somos sportinguistas gostamos de sofrer e
gostamos de acreditar e, mais importante que tudo, estaremos sempre lá.
Saudações Leoninas e vejo-te para o próximo ano,
meu querido Sporting.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Amor com amor se paga :)
Caríssimos leitores benfiquistas, já viram o que
fizeram? Tanto comentário agressivo em anónimo que me senti obrigada a combater
a vossa cobardia e acabar com os anonimatos. Agora querem comentar, comentem
com o vosso nome. Peço também que acabem com a ordinarice, já que eu tento com
tanto esforço e dedicação manter as boas palavras nos meus textos, e quem me
conhece sabe que me é um pouco complicado.
Um dia hão de perceber que o meu problema não é o
Benfica. Aliás, ontem confesso que gostei muito de ver o Benfica jogar, paparam
o Chelsea e a verdade é que não merecia perder, e em nenhum momento achei que isso aconteceria. O Benfica não merecia perder,
já os benfiquistas sim. E quanto mais vierem refilar comigo e sejam ordinários,
mais escreverei e direi mal de vocês.
Há vários tipos de lampião e curiosamente não gosto
de nenhum (tirando o meu pai e o meu
irmão que apesar de lampiões estarão sempre no meu coração). Ontem num restaurante aqui em Espanha deu
para ver os tipos que havia, e estava lá o que eu menos gosto.
O lampião de finais. Aquele que sai à rua quando o
Benfica chega a uma final, ou quando no fim do campeonato pode vir a ganhar o
titulo. Ontem descobri que tinha bastantes mais amigos benfiquistas do que
aquilo que eu sabia, e como? Porque o Facebook fez questão de se encher de
fotografias de perfil com o símbolo, etc, etc. Mas o pior deste tipo de
benfiquista nem é isso. O pior deste tipo de benfiquista é que vê os jogos como
se vivesse intensamente, gritando e refilando mundo, batendo com a mão na mesa
de maneira muito frustrada, quando na verdade nem sabe quem é o Cardozo.
A lampiã de finais. Pior que um lampião de finais,
só mesmo uma lampiã de finais. Gritam como umas galinhas a terem orgasmos e
dizem que é fora de jogo, e mão, e falta para encarnado, até quando na imagem
está um plano detalhe da bola e não se vê mais nada. Mas pronto, lá terão razão
algum dia, então continuam a gritar durante todo o jogo a ver quando é que
acertam. Tornam-se bastante irritantes, devo dizer.
O lampião agressivo, o lampião do povo. Aquele que
bate na mulher só porque o grande benfica perdeu e ela cometeu o erro crasso de
não lhe trazer a jola mal entrou em casa. Este considero que seja o tipo de
lampião com quem tive o prazer de andar. Pronto, vá que acusação gravíssima,
blablabla. Mas acho mesmo que só não me levantava a mão porque destruir a minha
preciosa cara era crime. Já a sua nova namorada pode não vir a ter tanta sorte,
já que Deus já desfigurou tudo o que havia para desfigurar ali. Ok, sou má.
O lampião com vergonha. Ao meu lado no restaurante
estava uma mesa bastante activa a ver o jogo. Vestido com a camisola do
benfica, parecia um adepto como o que falarei no próximo ponto. Cheio de orgulho
e emoção pelo seu clube. Minuto 90 +2 acabou por se revelar um benfiquista como
os que eu menos aprecio. Os que quando o benfica perde, nem sabem que clube é
esse. Tirou logo a camisola, antes se quer da oportunidade final do benfica que
levou os lampiões na sala ao desespero. Odeio esse tipo de adepto. Quer seja do
benfica, do Sporting, do que seja. Odeio. E fiz questão de o dizer a um tom de
voz suficientemente alto para ele ouvir.
O lampião fiel. O único que sou capaz de admirar e
aturar minimamente. Nuno Almeida é, para mim, um dos poucos lampiões que
conheço que seja realmente benfiquista fiel. O benfica perde e pronto, o
benfica ganha e pronto. Em nenhum momento o seu amor pelo clube é posto em
causa, nem quando o benfica joga bem ou mal, esteja em primeiro ou em ultimo. É
o benfiquista que ontem a primeira coisa que fez não foi refilar connosco,
lagartinhos, que demos asas a nossa imaginação para poder brincar, mas sim pôs
um estado de apoio à equipa. Ontem havia poucos, aliás, acho que só houve um que bateu uma meia palma quando eles subiram para receber as medalhas. O que me dá pena, porque na realidade o Benfica merecia ganhar.
Sim, eu não desgosto do futebol do Benfica. Não
gosto é dos benfiquistas que ontem pediam apoio de todos por ser uma equipa
portuguesa, quando de português tem pouco, mas que se ganhassem claro que não
se iriam esquecer de nos vir esfregar na cara. Também não gosto dos
benfiquistas que agora se fazem de vitimas e em 2005 tiveram tanto prazer em
gozar connosco por perdermos a final em casa.
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