sábado, 26 de outubro de 2013

A incompetência estraga tanta coisa neste mundo...

Enquanto todos nós, sportinguistas, estamos muito preocupados com o que nos espera no jogo de amanha, hoje tivemos uma pequena amostra do quão má é a chamada “arbitragem” em Espanha. Não, nem as aspas aquilo merece. É um assassino à arte do futebol, e milhões de pessoas por todo o mundo viram isso. Vê coisas que não existem, não vê coisas que existem. Dani Alves devia ter recebido pelo menos uns 4 amarelos, há pelo menos dois penaltys a favor do Real Madrid, e um a favor do Barça. À parte de outros 40 pormenores, de faltas e faltinhas, que apenas fazem perder o sentido do jogo.


Vi em qualquer lado que o Sporting não jogava 11 contra 11 o tempo inteiro desde Domingos Paciencia. Mas nós nunca jogamos contra 11, sempre contra 14. A grande  diferença destes para os de Espanha é que estes são mesmo comprados, os outros começo a desconfiar que é só incompetência... Qual dos dois o pior?

Halla Madrid!!

El clasico, antes d’O Clássico, é um jogo milionário. A diferença para o jogo do dia de amanhã é os mil milhões de euros que estão em campo.

Uma ode ao futebol, já sem Mourinho, nem Guardiola, mas juntamos Bale e Neymar à equação, que irao disputar o seu primeiro clasico com as camisolas mais importantes do mundo futebolístico hoje em dia.

Este é o jogo mais visto em todo o mundo. Batendo sempre records de audiências, e criando toda uma espectativa. Antes pelos treinadores e as duas estrelas principais de cada equipa. Agora pelas duplas mediáticas que serão o centro das atenções a partir das 5 da tarde de hoje. El Clasico, antes d’O Clássico.

O primeiro que vivo a partir de Portugal, e não em Madrid e sentindo todo o fervor que há em volta a este jogo. É estranho, e dá saudades, mas aqueles 90 minutos de pura arte ajudarão, seguramente, a matar um pouco este apertozinho no coração...




terça-feira, 22 de outubro de 2013

Porcos....



Coitadinhos deles... Correram tanto, esforçaram-se tanto, cansaram-se tanto... Coitadinhos...

Esta coisa de me virem dizer que há que apoiar as equipas portuguesas nas competições europeias, a mim, não me pega. Quero lá saber o lugar depois no ranking da FIFA. Seremos sempre uma liga pouco interessante, com poucas equipas a ir às competições internacionais, para quê estar a trair o meu coração com estes palermas porquitas ou lampionis?

Hoje gostei de saber que os caríssimos passaram mal, gostei de os ver suar como porcos, e gostei de ver que aquilo por aquelas bandas anda complicado. Ou se calhar, sou eu que estou enganada, e é só porque na Champions a fruta é mais complicada de distribuir.

Há quatrocentas mil razões para se odiar o Porto. E já voltamos ao nosso grande esplendor, portanto já não há cá “entre o benfica e o porto prefiro....”. Não prefiro nenhum! Quero é que os dois percam até ao berlinde, como diria o Manuel Moura dos Santos.



O maçã podre, que tão pouco deve ao Sporting (só os trocos todos que anda a receber hoje em dia), veio à praça publica dizer que queria que o porco ganhasse. Está mas é caladinho que farias melhor figura. Os do porto não te idolatram um décimo daquilo que os sportinguistas te amavam, e tu ali foste só mais um que passou. Para quê queimares mais um bocadinho a tua imagem para com o clube que te formou, te fez capitão, te aplaudiu, te levou tão longe? Não, não te demos milhões, mas será só mesmo que importa? Um dia, quando fores velho, vais ver que não era o verde e branco que não te merecia. Eras tu que não merecias o verde e branco.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Eu não aceito um 13 na nota final.

Oh meus queridos, é importante (pelos vistos e tendo em conta os comentários a este meu post no Cacifo do Paulinho) referir que nunca disse que o Carrillo jogava mal. Nunca disse que ele não desequilibrava, nunca disse que ele não fazia passes acertados, nem nunca disse que ele não merecia estar no 11 titular. Alias, até digo que ele só joga quando está no 11 titular, quando entra a meio já não faz nem metade.

Eu não gosto do Carrillo agora porque sei que ele pode dar muito mais e não quer por alguma razão. Tenho de aceitar isso? Não tenho, nem aceito. Eu quero é que ele me dê mais.

Hoje um professor da minha faculdade disse-me “eu tenho grandes expectativas em relação a ti. Se não tiveres um 17, eu dou-te um 13. Porquê? Só porque sei que não deste o teu melhor”. Essa é a atitude que devíamos ter com o Carrillo. Não aceitar que ele faça um 13, só porque o 13 nos satisfaz durante 30 minutos. Eu quero um 20 do Carrillo, e adorava que ele visse os meus posts pelos menos para motiva-lo a provar-me que eu não tenho razão. Adorava que ele me mostrasse que se esforça, ou que, pelo menos, me dissesse do fundo do coração “eu dei tudo e isto é tudo o que eu tenho para dar, mesmo que às vezes não seja o melhor”. Eu sei que não é isso que ele faz e esse é o meu problema com ele.
Eu sei que há ali um grande jogador, eu sei que o Leonardo está a fazer tudo o que pode com ele, e sei (ou espero) que tem uma estratégia para fazer o que o meu professor me fez. Motivar-me a mostrar-me que posso ser superior e que esperam mais de mim do que uns simples 10 minutos.

Um dos comentários até disse “se ele fosse assim estava no Real Madrid ou no Barça, não em Alvalade.” Eu aspiro a ser um dos grandes clubes da Europa, e para o ser não posso aceitar que o ele dar o seu melhor seria igual a não estar no nosso clube.  


Eu confio e acredito na culebra. Eu confio e acredito que ele me vai mostrar que eu estive errada em julga-lo antecipadamente. Mas não me julguem por não aceitar a pacificidade  em relação ao meu Sporting.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Carrillo, tu vê lá o que andas a fazer...

Confesso que este ano ainda não vi nenhum jogo do Vitoria. Confesso não saber em que ponto é que aquela equipa está. Mas também confesso que fiquei muito agradada com o que vi no treino do Sporting, no estádio, na passada quarta-feira. Gostei do treino do Vitor, por exemplo, acho que temos ali um jogador, e de mais um ou dois putos que a falta de graduação nas minhas lentes de contacto não me permitiu distinguir. 

Gosto da nossa equipa. Menos o Carrillo. Esse palerma bem pode ir dar uma volta enquanto não começar a correr como deve ser. Eu não sei correr e no meu 10o ano, o meu professor de educação física pôs a turma toda a imitar-me a correr, porque era, de facto, ridícula. Braços para a china e pernas para Bagdad. Eu ri-me, achei piada, mas depois disso e da ameaça do professor de se não começasse a correr como deve ser, fazia aquilo todos os dias, eu comecei a esforçar-me um pouco mais e, embora continue sem saber correr, pelo menos tinha os membros do meu corpo todos em Portugal. 

Isto tudo para dizer que deviam fazer o mesmo ao Carrillo. Um puto que tem tanto, mas tanto potencial devia ser espezinhado para ver se ganha vontade de se levantar! Sim, eu digo que não se deve assobiar os jogadores, e deve-se motiva-los de maneira positiva, mas à quanto tempo é que já se tenta fazer isso com este atrasadinho? Já não tenho paciência para saber que podíamos ter ali o jogador que nos falta, o jogador que decide o jogo, o jogador que pegue na equipa e a leve para a frente e faça espectáculo, mas não temos porque o menino prefere não se cansar muito. 

Amanhã quero ver aquela camisola a suar, se não, serei a primeira a assobiar-te cada vez que tocares na bola. Essa camisola vale mais do que tu tens noção, essa camisola significa demasiado para nós, essa camisola não é para andar a passear no corpo de qualquer um. Queres vesti-la, merece-a. Não a envergonhes, não nos envergonhes, porque nós seremos-lhe sempre muito mais fiéis, que ao nome que trazes nas costas. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Singularidades off sporting #1 - As redes sociais

Facebook, twitter, instagram, vine, etc... são as redes sociais que hoje em dia condicionam o teu nível de “sociabilidade” ou não. Se não tens facebook, não existes. Os amigos que se têm nessa página, são, muitas vezes, pessoas que até podes conhecer de à milhentos anos atrás, mas que provavelmente na rua já nem cumprimentas. 

As coisas que pões lá definem como te queres mostrar para os outros. Estás triste: pões uma música deprimente com uma legenda com a frase mais deprimida de toda essa música deprimente. Estás feliz: pões uma fotografia super feliz. Estás triste, mas queres mostrar ao teu ex-namorado/a que estás feliz: põe uma fotografia na noite e rodeada de amigos, como se nada te importasse e não tivesses a chorar passado 5 minutos porque o álcool te subiu a cabeça.

O facebook, infelizmente, é como as tatuagens. Um amigo meu costuma dizer, e bem, “por muito que as pessoas digam que não, as tatuagens não são feitas para a própria pessoa ver, mas sim para transmitir algo ao mundo sobre o próprio”.  E até podem estar a pensar “mas o facebook não é tão permanente como uma tatuagem”. Ah, mas é. Aí é que se enganam. A internet é pior que uma tatuagem. A tinta na tua pele tu mostras a quem queres. Já as coisas virtuais passeiam-se por lugares que tu próprio desconheces.

Quantas vezes não ouvi já pessoas reconhecerem nomes por terem visto o perfil deles, ou quantas vezes não ouvi já falar mal de outras pelas fotografias que têm ou não lá? Não digo que eu não, vendo bem, talvez eu mais que ninguém. Isto de viver sozinha em Madrid durante quatro anos fez-me passear muito pelo mundo virtual. Mas agora estou a chegar à triste conclusão de que isso não contribui em nada para o meu intelecto. E o meu intelecto há que dedica-lo ao que realmente interessa.

Perde-se demasiado tempo a falar, a passear, a ver, a partilhar coisas no facebook, sem se ter noção de que podem estar a fazer exactamente o mesmo com o teu perfil. Dizer mal, dizer bem, comentar a fotografia, ou a partilha, contar histórias sobre o que se ouviu da pessoa, que muitas vezes nem são verdade. Às vezes, até grandes telenovelas se criam à volta de posts ou comentários.

Em Lisboa, goza-se muito com aquelas aldeias do interior do país. Que os jovens de lá não têm nada para fazer portanto começam a fazer sexo em idades muito precoces. Isto aqui é apenas uma aldeia em ponto grande, em que não se tem nada para fazer portanto fala-se.

Apaguei o meu facebook não por revolta do que as pessoas dizem de mim, se não, nem um blog teria. Apenas decidi, com muito orgulho de mim própria, passar a viver mais as coisas e pessoas que realmente posso ver e sentir, que os perfis e comentários delas.


(Agora vamos ver quanto tempo é que isto dura......)



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Conceito Sportinguista-de-merda

Pois bem, no meu ultimo texto para o Cacifo fui criticada por vários leitores. Não só pela má construção da crítica, coisa que admito que seja verdade pela minha falta de prática nos últimos tempos, como também pela utilização das palavras Sportinguista de merda. Têm toda a razão, queridos leitores, esqueci-me dos tracinhos. 

Sportinguista-de-merda - exemplos: Figo, Roquette. Estes que se diziam sportinguistas são uns bons exemplos. Mas os maus sportinguistas não estão só lá em cima. No ano passado, o estádio enchia como enche este ano? Mesmo com as gameboxs compradas essa raça não aparecia. Essa raça é aquela que só aparece quando o Sporting joga bonito. Quando o Sporting não precisa. Quando o Sporting está lá bem alto para todo o mundo se orgulhar. Essa raça, no ano passado, tinha vergonha de ser do Sporting. Essa raça só se lembra do clube quando precisa de alguma coisa. Essa raça não defendeu o Sporting quando ele estava lá em baixo. Essa raça não tem sangue verde e branco a correr pelas veias. 

Eu tenho e não me julguem por não querer ser confundida com essa raça. Não quero que me incluíam nesse grupo de "pseudo-sportinguistas" de domingo à tarde. 

Portanto, mesmo com as críticas, continuo a dizer: não suporto sportinguistas-de-merda. E sim, da próxima vez que ouvir alguém assobiar, durante o jogo, os meus putos, arrisca-se a levar uma chapada, e olhem que a minha direita é pesada. 


(Vá, assobiem só o Carrillo que esse merece.)