sábado, 11 de janeiro de 2014

Isto não vai cair muito bem...

Ahhh... doente e com necessidade de estudar mas sem vontade? A inspiração cresce de forma exponencial, e até faço dois posts em 3 horas!!

Mas este aqui eu sei desde já que, provavelmente, muitos não vão gostar de certas coisas que vou dizer.

Vamos por pontos:

1- William a mostrar que sem ele não somos nada. Gonçalo, o medio do Estoril, o segundo melhor jogador em campo.

 2- Carrillo deixa as drogas. Ou se não deixares as drogas, faz como o Maradona e manda-as antes dos jogos, não aos fins-de-semana, no Main. Preferencialmente, tenta deixa-las. Mas a continuar assim não ajudas nada, apenas fazes com que joguemos com 10 em vez de 11.

 3- Não houve muitas oportunidades de golo, fazendo do jogo um daqueles aborrecidos, embora intensos.

 4- Bruno de Carvalho não deve estar no banco.


 Pronto era este ponto 4 que eu acho que muitos não vão gostar. Não vale a pena começarem a dizer que sou pro-croquette, ou a comentar de forma irónica “sim, porque na altura do Godinho é que era bom” ou coisas do género. Eu gosto do Bruno de Carvalho, mas sou critica e exigente. Acho uma vergonha ter um presidente a ser advertido pelo arbitro a meio do jogo. Não se pode ter uma postura de tranquilidade e serenidade, e depois aos 30 minutos já estar aos berros à frente dos jogadores, mostrando nervosismo e pouca confiança. Não aprovo essa atitude por parte do treinador, quanto mais do presidente.

 Tal como concordo com o post do Camarote Leonino (ler aqui), que muito foi comentado por criticar a entrevista do presidente. Para mim, já chega de entrevistas, mediatismos, e de chamar a atenção, especialmente quando não há nada de novo para se dizer. Começamos agora o ano de 2014 e já deu entrevistas suficientes pelos próximos 4 anos no ano 2013.

Eu adoro o Bruno de Carvalho, adoro o espírito que trouxe e os resultados que andamos a obter, mas não é por isso que passo a achar que tudo o que ele faz é perfeito, e que cada vez que alguém critica é porque é croquette.


Somos grandes em todos os sentidos.

Fica tudo ofendido porque o Estoril pôs os bilhetes a 25 euros? Eu cá sinto-me elogiada. Afinal, é exactamente o mesmo que os clubes espanhóis fazem quando recebem o Real Madrid ou o Barcelona. Põem os preços exorbitantes para se aproveitarem de jogos que realmente levam as pessoas ao estádio, já que o resto do ano estão às moscas.

O Sporting é um grande outra vez. O Sporting, neste momento, tem a maior onda de apoio dos três grandes, esgotando (ou quase) nas suas deslocações.

O Sporting tem os melhores adeptos do mundo, que durante anos iam ao estádio, sem muitas expectativas, marcar a sua presença (pelo menos no inicio da época). Depois o “sem muitas” passava a nulas, especialmente no ano passado, e até cansativo se tornava ir aquele estádio sentir-se envergonhado pelo que se passava dentro das quatro linhas. Os verdadeiros não desistiam e não perdiam a voz, mesmo que já fosse de forma ritmada e automática, até quando era para insultar o arbitro, e ainda havia uns, como eu, que vinham das suas cidades emigratórias, em datas especificas para ver os jogos.

Este ano fazemos parte das maiores invasões deste país. Porque jogamos bonito, ganhamos jogos (a vitória quase se tornou banal para nós, quando antes era uma raridade),  temos orgulho, ou talvez seja só porque não estamos em mais nenhuma competição, há mais dinheiro para deslocações, mas a verdade é que estes são fieis, e os outros... desses que não honram a arte do futebol, nem vale a pena falar.

Hoje respeitaremos o minuto de silencio pelo grande artista que era Eusebio. Independentemente de tudo o que se passava fora das 4 linhas, dentro delas ele era o rei.


Este ano somos grandes, e como disse José de Pina na nota que partilhou no facebook, mostraremos que o somos. 

Em todos os sentidos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Um ano

Faz hoje um ano que me tornei a Singularidades, a singu, a rapariga sportinguista, a do blog do Sporting, a miúda que até sabe de futebol.

É com orgulho que vejo que muito mudou desde então, e que o conceito de rapariga que gosta de futebol passou de ser “um género” a ser algo mais aceite que antes. Muitas raparigas saíram do armário e passaram a admitir o seu amor ao desporto e ao clube, e se quando comecei isto, no grupo do Sporting ao qual pertenço no Facebook, apenas participava eu e outra, entretanto o numero cresceu... e muito. Não que me considere a impulsionadora de este acontecimento, muito pelo contrario, mas fico contente que tenha ajudado. 

Para todos aqueles que me apoiaram, criticaram construtivamente, ao Nuno que fez o logo, aos meus amigos que me ajudaram a continuar (mesmo que sejam os que menos leem), um grandíssimo obrigado, e a todos um óptimo ano. 


SL

Singu

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"oh paixão tu és um pão"

Durante muito tempo me questionei sobre este assunto: porque é que durante os jogos se insulta os árbitros? Claro que a resposta parece obvia, se não estão a fazer um bom trabalho, o que manda a tradição, é mandar uns a tua mãe é uma fruta, vai para o carvalho, vai-te comer, e coisas do género.  Isso é o que manda a tradição, e foi isso que vimos daquele senhor, três cadeiras abaixo de nós no estádio, desde sempre fazer.

Mas racionalmente não faz muito sentido. Pensemos em conjunto: chamar filho de uma pura ao arbitro não lhe faz ganhar mais apreço pelo nosso clube. Muito pelo contrario, se um estadio inteiro me estivesse a insultar, confesso que ainda mais o prejudicaria. Só para chatear. Os árbitros não têm medo do que é que podem encontrar lá fora, eles sabem que não lhes acontece nada, e dizerem-lhes certas palavras, ao fim de não sei quantos anos de carreira, já só faz comichão. E o que é se faz a uma comichão? Coça-se. Não interessa se depois vai fazer pior, mas coça-se inconsciente ou conscientemente.

Que tal começarmos a dizer “és lindo”, “amo-te”, “oh benquerença faz-me um filho”, talvez assim se chegue a cair nas boas graças dos rapazes e comecem a favorecer a equipa quando aquilo não estiver a correr bem. E que eu saiba, graxa não é corrupção, e sai bem mais barato.

Foi nos estádios que aprendemos as maiores asneiras, as melhores bocas e as mais refinadas palavras insultuosas, e é ali onde todos se sentem à vontade para insultar até a mãe do melhor amigo do clube visitante que decidiu, sabe-se lá porquê, vir ver o jogo com a nossa companhia.  É um must, por muito que se chegue a conclusão que racional não o é. 

A verdade, é que não sei o que seria das minhas idas aos estádios (todos menos o de Alvalade, porque era o único ao qual o meu pai benfiquista se recusava a levar-me), sem a minha figura paterna a tapar-me os ouvidos cada vez que havia uma falta ou um lance duvidoso.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Best of 2013 #3 - Dar Rumo ao Sporting


O Sporting estava mal. Pela primeira vez sentimos que o fim do nosso clube estava próximo, e muitos ficavam de braços cruzados a ver isso acontecer. Outros mostravam a todos que não o iriam permitir. 

Algo tinha de ser feito, e por muito apreço que tenha ao Bruno de Carvalho, acho que não esteve bem nesse momento.

O actual presidente decidiu dar muitas entrevistas em vez de agir realmente contra aquilo que se estava a passar naquele momento, e nas suas entrevistas falava muito, às vezes bem, outras vezes mal. Mas apenas falava. Eu falava muito. Às vezes bem, outras vezes mal. Mas apenas falava. E graças a Deus que apareceram dois sportinguistas que não falavam apenas.

Pegaram nos seus (poucos) recursos e lutaram contra aquilo que poderia ter levado o Sporting à desgraça: uma geração de presidentes que não contribuíam para os interesses do clube.

Neste sentido considero a coragem e a determinação de André Patrão e Miguel Paim o terceiro melhor acontecimento deste ano que está a terminar. Foram eles que mudaram a história do nosso clube, e deveriam ser eternamente recordados como tal.


Saudações Leoninas

Best of 2013 #2 - Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro. Nascido a 5 de Fevereiro de 1985, teve em 2013 o melhor ano da sua carreira.

Quando no ano passado todos achavam que, com a idade dele, começaria no declínio da sua carreira e da sua qualidade física e futebolística, Cristy surpreende-nos a todos com um ano espetacular, em que cada jogo que faz, é descrito como uma partida mítica,  fantástica, e merecedora do Balon d’Or.

Claro que nunca receberá o premio, o que seria Leo Messi não ganhar, mas é de conhecimento publico o quanto o merece neste momento. Pela primeira vez, até os fãs do argentino se rendem ao português, os jornais espanhois mostram o seu apoio, admitem os seus erros passados de crucificação em praça publica, e dizem que Cristiano é de ouro.

Melhor momento do homem foi, claramente, o querer ver o Sporting campeão. Qual golos impressionantes qual quê, logo quando já toda a gente pensava que no momento em que abria a boca não saía nada de jeito, eis se não quando nos surpreende a todos com a melhor declaração sua de sempre.

Porque ver o Cristy jogar dá prazer a qualquer admirador de futebol, fica aqui eleito como a segunda melhor existência deste ano, e todas as suas partidas incluídas nela.


Até o Carrillo jogou bem

Este ano somos Sporting outra vez.

 Perdi, provavelmente, uma das melhores noites em casa dos últimos tempos. Sporting – Belenenses com 37.000 pessoas e um 3-0 bem ganho. Não que os 3-0 seja algo surpreendente. Este ano já somos aqueles adeptos mal habituados que nem festejam o primeiro porque ainda vêm mais dois ou três. Coisa pouca.


O penalty é penalty. Eu que não sou grande fã destes programas desportivos dos canais informativos, ontem tinha o Contragolpe ligado enquanto ia fazendo a minha vida, e o Pedro Henriques explicou que em caso de falta fora das quatro linhas, se tinha de marcar na zona imediatamente dentro. É penalty, e não estamos a ser “beneficiados”, como agora os nossos rivais começam a parecer conhecer o conceito, mas só em relação ao Sporting Clube de Portugal.

 O Sporting está a jogar bonito. Está a jogar à campeão, e é de longe a equipa que, neste momento, mais merece sê-lo. Talvez, depois desta época de transferências assustadora que se aproxima, comece a perder qualidade devido às prováveis vendas que fará, mas nessa altura talvez voltaremos a pensar nisso.

Entretanto somos o melhor ataque, a melhor defesa, a melhor equipa, o melhor guarda-redes, o melhor avançado, o melhor medio, os melhores defesas, o melhor treinador, o melhor presidente. Numa noite em que até o Carrillo jogou bem, em que tivemos direito a 3 golos de portugueses, 3 golos da nossa formação, o Sporting afirmou que o seu primeiro lugar não foi pura sorte. Não vacilamos sobre pressão, e podemos ser campeões de Natal, mas somos uns grandes campeões de Natal.

 Por aqui, continuaremos a sonhar com os festejos no final do ano.


 ps- o que dá pena é que o Carrillo joga bem e a reacção dele é ir para o Main apanhar uma grande narsa... (Claro que não podia dizer bem, sem dizer mal)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Best of 2013 #1

De modo a celebrar este 2013 que está a terminar, decidi fazer uma coletânea dos momentos mais marcantes para mim, pessoalmente e não só, deste ano.

Vale a pena celebrar e recordar os momentos bons, guarda-los, sorrir, esquecer os maus e aprender com todos. E por isso postarei aqui um momento/acontecimento por dia.

Em primeiro decidi escolher o meu blog Singularidades de uma Rapariga Sportinguista. Nascido a 6 de Janeiro de 2013, obteve mais de 2300 likes no Facebook, coisa que me deixa bastante orgulhosa. Não criei esta página com grandes espectativas. Toda a gente sabe que o futebol é um mundo de homens, e sabia também que seria bastante difícil inserir-me nesse meio, mas a verdade é que criei o blog para mim.

Estava em Madrid, a viver sozinha e a viver o Sporting sozinha. Não aguentava não ter ninguém com quem comentar, ter apenas quando vinha a Portugal e isso era demasiado pouco. Não criei este blog para chamar a atenção masculina, como já me acusaram. Não preciso disso. Não tenho falta de auto-estima a esse ponto, e se quisesse atenção passava à frente das obras de mini-saia e ficava satisfeita. Talvez seja um mau exemplo, mas vocês percebem-me.

 Apenas precisava de partilhar o meu amor ao meu clube numa altura em que muitos começavam a perde-lo. Gosto de escrever, sempre gostei, e as sugestões de arranjar uma coisa destas aumentavam com o tempo. Então decidi arriscar.

 Desde esse momento que me aconteceram coisas boas, e coisas más. Desde insultos e ordinarices, a bebidas à pala na noite, lidei com as coisas da melhor forma que podia e conseguia. Não vou parar tão cedo, embora às vezes não esteja tão disponível para escrever aqui e às vezes haja dias complicados, continuarei a honrar meu compromisso a mim própria, especialmente depois de um ano em que aprendi tanto sobre os sportinguistas, os lampiões, e sobre a coragem que estes têm virtualmente quando é em anónimo.

 Evoluirei com o tempo, e às vezes não escrevi tão bem como podia, mas também não sou perfeita, nem nunca serei. Simplesmente amo isto e amo o Sporting Clube de Portugal. E mesmo que não haja ninguém por aí a ler, também continuarei a escrever, fiel a mim mesma, até quando sei que é controverso aquilo que digo.

 Desde já vos agradeço a todos, pelas mensagens, pelo apoio, e pelas criticas construtivas, que essas sim, me deixavam mesmo feliz.

 Obrigada, mesmo, do fundo do meu coração.

 Saudações Leoninas

Madalena


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Off Topic - A importância dos meios de comunicação e o seu poder.

Voei

Para a cadeira de Teorias da Comunicação, o professor pediu-nos para escolhermos um tema, refletirmos sobre ele, e escrevermos sobre isso no teste. Eu escolhi os meios de comunicação social e este foi o resultado:

A comunicaçãoo social é uma ciência social aplicada, cujo objecto tradicional de estudo são os meios de comunicação de massa – jornalismo, imprensa, etc...

Hoje em dia, a manipulação destes meios pode ter consequências numa escala a nível planetário.

Na passada semana, o jornal desportivo Record colocou o clube de futebol Sport Lisboa e Benfica em primeiro lugar, errando propositadamente quanto às regras da liga portuguesa. Este caso fez-me refletir sobre o assunto, não por ser sportinguista, mas por ser portuguesa. Descaradamente, um jornal desportivo, teoricamente sério, manipulava a informação apenas para colocar o clube a que é aficionado à frente e assim vender mais jornais. O nível de jornalismo descia ao seu mais baixo grau, assumindo que a publicação de noticias ia a seu gosto.

Tal como acontece no desporto, acontece noutras temáticas mais importantes para o nosso dia-a-dia.
Hoje em dia, a publicaçãoo de rumores tornou-se comum, publicação essa que influencia a opinião publica de forma a encaminha-la para onde a linha do jornal decide encaminhar. O jornalismo já não é jornalismo, e as noticias tornaram-se algo não fiável. A problemática da questão encontra-se quando nos deparamos com um povo que ainda não percebeu que isso acontece. Nesse caso, os media passam a deter um poder não adequado, chegando ao ponto de ser perigoso.

Perigoso porque?

No dia 11 de Setembro de 2001 o mundo mudou para sempre. Dá-se “o maior atentado à raça humana”. Não é verdade. Ao longo da história da humanidade muitos outros atentados decorreram, onde muitas mais pessoas tiveram a infelicidade de falecer. Porque é que este evento teve então tanto impacto no nosso quotidiano? Pela primeira vez todo o mundo viu em directo um atentado terrorista à civilização ocidental. Os media transmitiram o acontecimento, e culparam desde logo a Al-Qaeda. Curioso como dessa organização, instalada no Afeganistão (sem querendo desprezar a enorme rede global), o governo dos Estados Unidos da América conseguiu ter a aprovação do povo norte-americano para invadir o Iraque.

Através de conferencias de imprensa, conseguiram convencer todo o planeta que era essencial invadir aquele território devido às armas de destruição massiva inexistentes naquele pais. Desde imagens manipuladas, a declarações erróneas a  discursos bonitos. Estes simples actos resultaram em milhares de americanos a perderem as suas vidas com a ideia de que estavam a fazer algo para protegerem a sua pátria, quando, na verdade, nada passava de uma guerra de interesses económicos, financeiros e petrolíferos.



Mas como escreve Mia Couto na sua carta ao Presidente Bush: “Porque nós, caro Presidente Bush, nós os povos dos países pequenos, temos uma arma de destruição massiva. A capacidade de pensar.” Com isto quero terminar, concluindo que a comunicação social é muito poderosa em povos ignorantes, mas seremos nós capazes de alterar esse facto? Sim, educando as gerações vindouras, alimentando de cultura as nossas crianças, mostrando-lhes que questionar factos é importante, e, mais do que nada, que nós temos o poder.