domingo, 12 de janeiro de 2014

Sejamos realistas

Sinceramente, muito sinceramente, não percebo o porquê de tanta indignação à volta do jogo de ontem. Sim, talvez haja penalties. Mas a sério, alguém acha que merecíamos ganhar? Não é por mal, e continuo com muito orgulho naquilo que estamos a conseguir fazer esta época, mas lembrem-se que ainda não ganhamos nada. Este jogo foi uma chamada de volta à realidade. Não é suposto sermos campeões. Ninguém o quer para além de nós, e todos farão com que isso não aconteça. Claro que a solução não é deixar de lutar, deixar de acreditar também nunca fará parte dos meus planos, mas andamos tão iludidos que achamos que isto ia ser fácil?

Sejamos realistas. Vai começar a segunda volta do campeonato e não estamos a reforçar a equipa de forma a haver rotação suficiente nesta para sermos candidatos.

Sejamos realistas. Podemos não jogar noutras competições, nacionais e internacionais, mas não seremos capazes de aguentar este ritmo se não houver nenhuma contratação.

Sejamos realistas. O pintinho e companhia não nos deixarão seguir a nossa vida em paz. E tão prejudicados, precisamos de uma equipa mais forte e consistente. Mais seria e menos facilmente irritável.

Sejamos realistas. Os nervos estão a começar a vir a flor da pele, porque a pressão está lá (por muito que tentemos fingir que não somos candidatos, ela está lá).

Sejamos realistas. São putos, bons putos, mas são putos, que estão a viver um bom momento e que quando isto começar a correr mal, são capazes de começar a deixar correr mesmo muito mal.

Sejamos realistas. Temos de ter calma, e embora fique muito contente por finalmente me darem razão quanto ao Carrillo (depois de levar com uns quantos “gajas a falar de futebol é no que dá”), temos de continuar a apoiar e a ir lá. porque na verdade não estão a fazer menos do que os objectivos a que se propuseram, não se pode dizer que não se esforçam, não nos podemos queixar da sua falta de empenho. Digo isto em relação a todos, menos ao Carrillo obviamente.


sábado, 11 de janeiro de 2014

Isto não vai cair muito bem...

Ahhh... doente e com necessidade de estudar mas sem vontade? A inspiração cresce de forma exponencial, e até faço dois posts em 3 horas!!

Mas este aqui eu sei desde já que, provavelmente, muitos não vão gostar de certas coisas que vou dizer.

Vamos por pontos:

1- William a mostrar que sem ele não somos nada. Gonçalo, o medio do Estoril, o segundo melhor jogador em campo.

 2- Carrillo deixa as drogas. Ou se não deixares as drogas, faz como o Maradona e manda-as antes dos jogos, não aos fins-de-semana, no Main. Preferencialmente, tenta deixa-las. Mas a continuar assim não ajudas nada, apenas fazes com que joguemos com 10 em vez de 11.

 3- Não houve muitas oportunidades de golo, fazendo do jogo um daqueles aborrecidos, embora intensos.

 4- Bruno de Carvalho não deve estar no banco.


 Pronto era este ponto 4 que eu acho que muitos não vão gostar. Não vale a pena começarem a dizer que sou pro-croquette, ou a comentar de forma irónica “sim, porque na altura do Godinho é que era bom” ou coisas do género. Eu gosto do Bruno de Carvalho, mas sou critica e exigente. Acho uma vergonha ter um presidente a ser advertido pelo arbitro a meio do jogo. Não se pode ter uma postura de tranquilidade e serenidade, e depois aos 30 minutos já estar aos berros à frente dos jogadores, mostrando nervosismo e pouca confiança. Não aprovo essa atitude por parte do treinador, quanto mais do presidente.

 Tal como concordo com o post do Camarote Leonino (ler aqui), que muito foi comentado por criticar a entrevista do presidente. Para mim, já chega de entrevistas, mediatismos, e de chamar a atenção, especialmente quando não há nada de novo para se dizer. Começamos agora o ano de 2014 e já deu entrevistas suficientes pelos próximos 4 anos no ano 2013.

Eu adoro o Bruno de Carvalho, adoro o espírito que trouxe e os resultados que andamos a obter, mas não é por isso que passo a achar que tudo o que ele faz é perfeito, e que cada vez que alguém critica é porque é croquette.


Somos grandes em todos os sentidos.

Fica tudo ofendido porque o Estoril pôs os bilhetes a 25 euros? Eu cá sinto-me elogiada. Afinal, é exactamente o mesmo que os clubes espanhóis fazem quando recebem o Real Madrid ou o Barcelona. Põem os preços exorbitantes para se aproveitarem de jogos que realmente levam as pessoas ao estádio, já que o resto do ano estão às moscas.

O Sporting é um grande outra vez. O Sporting, neste momento, tem a maior onda de apoio dos três grandes, esgotando (ou quase) nas suas deslocações.

O Sporting tem os melhores adeptos do mundo, que durante anos iam ao estádio, sem muitas expectativas, marcar a sua presença (pelo menos no inicio da época). Depois o “sem muitas” passava a nulas, especialmente no ano passado, e até cansativo se tornava ir aquele estádio sentir-se envergonhado pelo que se passava dentro das quatro linhas. Os verdadeiros não desistiam e não perdiam a voz, mesmo que já fosse de forma ritmada e automática, até quando era para insultar o arbitro, e ainda havia uns, como eu, que vinham das suas cidades emigratórias, em datas especificas para ver os jogos.

Este ano fazemos parte das maiores invasões deste país. Porque jogamos bonito, ganhamos jogos (a vitória quase se tornou banal para nós, quando antes era uma raridade),  temos orgulho, ou talvez seja só porque não estamos em mais nenhuma competição, há mais dinheiro para deslocações, mas a verdade é que estes são fieis, e os outros... desses que não honram a arte do futebol, nem vale a pena falar.

Hoje respeitaremos o minuto de silencio pelo grande artista que era Eusebio. Independentemente de tudo o que se passava fora das 4 linhas, dentro delas ele era o rei.


Este ano somos grandes, e como disse José de Pina na nota que partilhou no facebook, mostraremos que o somos. 

Em todos os sentidos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Um ano

Faz hoje um ano que me tornei a Singularidades, a singu, a rapariga sportinguista, a do blog do Sporting, a miúda que até sabe de futebol.

É com orgulho que vejo que muito mudou desde então, e que o conceito de rapariga que gosta de futebol passou de ser “um género” a ser algo mais aceite que antes. Muitas raparigas saíram do armário e passaram a admitir o seu amor ao desporto e ao clube, e se quando comecei isto, no grupo do Sporting ao qual pertenço no Facebook, apenas participava eu e outra, entretanto o numero cresceu... e muito. Não que me considere a impulsionadora de este acontecimento, muito pelo contrario, mas fico contente que tenha ajudado. 

Para todos aqueles que me apoiaram, criticaram construtivamente, ao Nuno que fez o logo, aos meus amigos que me ajudaram a continuar (mesmo que sejam os que menos leem), um grandíssimo obrigado, e a todos um óptimo ano. 


SL

Singu

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"oh paixão tu és um pão"

Durante muito tempo me questionei sobre este assunto: porque é que durante os jogos se insulta os árbitros? Claro que a resposta parece obvia, se não estão a fazer um bom trabalho, o que manda a tradição, é mandar uns a tua mãe é uma fruta, vai para o carvalho, vai-te comer, e coisas do género.  Isso é o que manda a tradição, e foi isso que vimos daquele senhor, três cadeiras abaixo de nós no estádio, desde sempre fazer.

Mas racionalmente não faz muito sentido. Pensemos em conjunto: chamar filho de uma pura ao arbitro não lhe faz ganhar mais apreço pelo nosso clube. Muito pelo contrario, se um estadio inteiro me estivesse a insultar, confesso que ainda mais o prejudicaria. Só para chatear. Os árbitros não têm medo do que é que podem encontrar lá fora, eles sabem que não lhes acontece nada, e dizerem-lhes certas palavras, ao fim de não sei quantos anos de carreira, já só faz comichão. E o que é se faz a uma comichão? Coça-se. Não interessa se depois vai fazer pior, mas coça-se inconsciente ou conscientemente.

Que tal começarmos a dizer “és lindo”, “amo-te”, “oh benquerença faz-me um filho”, talvez assim se chegue a cair nas boas graças dos rapazes e comecem a favorecer a equipa quando aquilo não estiver a correr bem. E que eu saiba, graxa não é corrupção, e sai bem mais barato.

Foi nos estádios que aprendemos as maiores asneiras, as melhores bocas e as mais refinadas palavras insultuosas, e é ali onde todos se sentem à vontade para insultar até a mãe do melhor amigo do clube visitante que decidiu, sabe-se lá porquê, vir ver o jogo com a nossa companhia.  É um must, por muito que se chegue a conclusão que racional não o é. 

A verdade, é que não sei o que seria das minhas idas aos estádios (todos menos o de Alvalade, porque era o único ao qual o meu pai benfiquista se recusava a levar-me), sem a minha figura paterna a tapar-me os ouvidos cada vez que havia uma falta ou um lance duvidoso.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Best of 2013 #3 - Dar Rumo ao Sporting


O Sporting estava mal. Pela primeira vez sentimos que o fim do nosso clube estava próximo, e muitos ficavam de braços cruzados a ver isso acontecer. Outros mostravam a todos que não o iriam permitir. 

Algo tinha de ser feito, e por muito apreço que tenha ao Bruno de Carvalho, acho que não esteve bem nesse momento.

O actual presidente decidiu dar muitas entrevistas em vez de agir realmente contra aquilo que se estava a passar naquele momento, e nas suas entrevistas falava muito, às vezes bem, outras vezes mal. Mas apenas falava. Eu falava muito. Às vezes bem, outras vezes mal. Mas apenas falava. E graças a Deus que apareceram dois sportinguistas que não falavam apenas.

Pegaram nos seus (poucos) recursos e lutaram contra aquilo que poderia ter levado o Sporting à desgraça: uma geração de presidentes que não contribuíam para os interesses do clube.

Neste sentido considero a coragem e a determinação de André Patrão e Miguel Paim o terceiro melhor acontecimento deste ano que está a terminar. Foram eles que mudaram a história do nosso clube, e deveriam ser eternamente recordados como tal.


Saudações Leoninas

Best of 2013 #2 - Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro. Nascido a 5 de Fevereiro de 1985, teve em 2013 o melhor ano da sua carreira.

Quando no ano passado todos achavam que, com a idade dele, começaria no declínio da sua carreira e da sua qualidade física e futebolística, Cristy surpreende-nos a todos com um ano espetacular, em que cada jogo que faz, é descrito como uma partida mítica,  fantástica, e merecedora do Balon d’Or.

Claro que nunca receberá o premio, o que seria Leo Messi não ganhar, mas é de conhecimento publico o quanto o merece neste momento. Pela primeira vez, até os fãs do argentino se rendem ao português, os jornais espanhois mostram o seu apoio, admitem os seus erros passados de crucificação em praça publica, e dizem que Cristiano é de ouro.

Melhor momento do homem foi, claramente, o querer ver o Sporting campeão. Qual golos impressionantes qual quê, logo quando já toda a gente pensava que no momento em que abria a boca não saía nada de jeito, eis se não quando nos surpreende a todos com a melhor declaração sua de sempre.

Porque ver o Cristy jogar dá prazer a qualquer admirador de futebol, fica aqui eleito como a segunda melhor existência deste ano, e todas as suas partidas incluídas nela.