domingo, 20 de abril de 2014

Olhos postos nos Leões do Algarve

No ano passado, por volta desta altura, o Sporting acabava em sétimo lugar e carimbava a sua pior época de sempre. Na ultima jornada em casa recebíamos o olhanense e eu vinha de Madrid de propósito, interromper a minha emigração para ir uma última vez a casa antes do final oficial. Muitos gozaram comigo por me ter dado a esse trabalho para ver o Sporting olhanense, mas não me importou demasiado o que achavam e pensavam. Testemunhei uma das cenas que no dia de hoje se repete vezes sem conta na minha cabeça. Os adeptos do clube algarvio resolveram aparecer na academia antes do jogo. O calor já apertava, e muitos iam de t-shirt branca, mas a cor do clube é o encarnado. Obviamente que não foram bem recebidos, essa cor nunca foi bem recebida em antros sportinguistas, e portanto gerou uma grande confusão com os ultras de sapato de vela que costumam pairar por aquelas bandas. Eis se não quando, um deles agarra no outro, e aos gritos diz "tas a chamar lampião à gente?? Eu sou leão carvalho!!!" E levanta a t-shirt do amigo que tinha uma tatuagem nas costas inteiras de um leão, o Sportinguista.

Portanto, hoje estamos juntos meus caros. Contamos convosco para lhes adiar a festa, especialmente depois de estarem a espera ela durante tanto tempo, e tantas vezes ter de ser adiada e mesmo assim não aprenderem a festejar antes do tempo, porque no futebol tudo pode acontecer.

Força leões algarvios!!! contamos convosco!!
SL Singu

segunda-feira, 31 de março de 2014

Desabafos parte... Já perdi a conta

2014-2015 o ano em que voltamos a champions. Já não é um sonho, já não é um objectivo. É uma realidade. 

Depois de uma vitória contra o vitória, os do norte perdem e nós ganhamos distancia ao terceiro. O acesso directo à competição milionária pode mudar muita coisa. O nosso orçamento vai subir, venderemos jogadores, e, embora espere que não, a nossa estrutura irá abalar. 

Não nos enganemos. O Sporting tem esta filosofia de utilizar os jogadores da nossa formação porque não temos dinheiro para mais. Será que iremos resistir à tentação e não destruir o que se construiu este ano? Vender jogadores, comprar jogadores. Emprestar jogadores, trazer estrangeiros... Medo me dá, confesso.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Politiquices à parte

Não vou falar de politiquices à volta de futebol. Hoje não falo de fruta, nem de Bruno, nem de pintinho. Hoje falo de William, de Dier, de Rojo, de Adrien, de André Martin, Capel e de Slimani. 

William, o rei da noite. Aquele que aos 20 minutos ja se dizia "vá coitados, já chega William". Somos uma equipa sim, e decidimos, depois de tantas facadas, desistir de ter heróis. Somos uma equipa, e não queremos estrelas. Mas este não é uma estrela. É um deus do futebol. Será um prazer vê-lo em campo com o Cristiano, a mexer-se no campo com quem se passeia ao final da tarde pela praia. William não sua, porque William não se esforça. É pura e simplesmente assim. Um rei em campo e um senhor quando de lá sai. Todos esperamos que não saia este ano, pois no momento em que o hino da champions soar de novo em Alvalade queremos vê-lo a entrar em campo. Imaginem só... Que sonho...

Dier, o maior do banco. Não é titular, pois Maurício roubava-lhe o lugar... Até ao domingo passado. Um jogão. Merece a titularidade, e Leonardo Jardim tem agora um "problema" entre mãos. Contrariamente aos vários treinadores do ano passado, cuja dúvida era qual era o menos mau, este ano para certas posições é qual é o melhor. Que bem que sabe ter esta dúvida. 

Rojo, que entrega cada vez mais o seu corpo e alma ao Sporting. Cada vez mais enquadrado e mais inteligente (coisa que no ano passado duvidava bastante que houvesse dentro daquela cabeça) Rojo prova a cada jogo que passa que é um óptimo jogador. 

Adrien continuo a dizer que está em ácidos. Não percebo como é que se tem uma mudança destas. Às vezes erra, como todos, às vezes abusa nas brincadeiras de fintinhas e jogar bonito, mas ele e William oferecem-nos um meio campo de ouro. E se dizem que Adrien não seria nada sem William, pois o Sporting não seria nada sem a vontade e a qualidade de Adrien. 

André Martins. O jogador que causa a polêmica do golo. Esta fora de jogo, embora haja imagens que mostram que não está, mas não foi apitado e o que interessa é o resultado no fim do jogo. Cada vez mais apagado, este jogador parece ter vindo a descer de qualidade, e embora goste dele, às vezes irrita-me. Esteve bem fora e não foi só no momento do golo.

Slimani é o marcador, aquele que concretizou realmente o momento que fez Alvalade vir a baixo. Antes do jogo deu-me medo que entrasse a titular. Se as coisas não tivessem a correr bem, se entrássemos mal do jogo, pôr Montero, infelizmente, já não faz diferença. Quando as coisas estão a correr mal, e Slimani entra, as coisas passam a correr bem. Tinha medo. Medo de acontecer algo e não haver reacção possível, nem substituição que fizesse um "shake things up". Mas Slimani entrou bem, o Sporting entrou bem, controlamos e tivemos sorte com algumas à barra. 

Capel, há quanto tempo é que não aguentavas 90minutos???

E agora aquele que, como adepta de futebol gostei, como Sportinguista odiei. Quaresma. Durante o jogo insultei-o, claro, como todos os que lá estavam. Se soubesse assobiar, assobiava, portanto peço sempre ao do lado para assobiar por mim. Mas realmente o rapaz às vezes surpreende para caraças. O que raio foi aquela jogada, terminada numa letra, que graças a Deus acabou na trave?? Se desse em golo, ia odiar o momento em que um ex-jogador do Sporting constrói a jogada que nos faria sofrer, mas a verdade é que era um golão.

Pois é, foi um grande jogo. Não via Alvalade tão feliz à tanto tempo. E digo Alvalade porque ali somos todos Alvalade, somos um. Somos um por eles. Cantámos mais alto, gritámos mais alto, saltámos mais alto. Desta vez os "dragões" não cuspiram fogo, desta vez até vergonha tiveram de meter o REC, desta vez ouviu-se o nosso rugido e desta vez matamos as "saudades" que tantos tinham do Sporting Grande. Aqui estamos nós. Grandes e a acreditar naquilo que é a maior reviravolta de todos os tempos na história do nosso clube. Se calhar ja não somos o não-mas-sim-mas-não-digam-a-ninguém-candidatos-ao-título, mas para o ano o hino da champions vai tocar em Alvalade, e só isso já nos deixa orgulhosos... e mais do que felizes. 

domingo, 16 de março de 2014

Desabafo escrito pos-jogo

Escrevo isto acabada de chegar a casa, mesmo que apenas seja publicado depois. Hoje dormi duas horas, trabalhei 6, vim a casa e fui para o estádio. 90 minutos na curva sul, a saltar, a levar com um gordo (ao dito gordo uma especial saudação leonina) em cima, gritei, bati palmas e cantei. Celebrei antes, durante e depois, não a vitória do Sporting, mas o ser Sportinguista. No momento do golo, senti a minha nova cicatriz a sofrer, mas não conseguia parar de sorrir. Finalmente. Finalmente contra um grande temos o resultado que merecemos. Finalmente o Sporting mostra o que vale e volta aos bons jogos. Finalmente ganhamos aos porcos. Finalmente. Agora chego a casa e excitação e felicidade passou tanto ou tão pouco que nem consigo dormir.

Num dia como hoje sabe bem ser do Sporting. E eu bem sei que não devíamos ter ídolos, pois já levamos muitas facadas nos últimos anos, mas eu quero uma estátua ao William ja. Não daqui a uns anos. Ja. 

Ainda quero ver o jogo outra vez amanhã, para poder comentar melhor e voltar aos meus posts normais, mas precisava de desabafar.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Onde anda o desporto futebol?

Mal posso acreditar que já passou um mês desde que escrevi o meu ultimo post no blog.. Entretanto muita coisa aconteceu, mas a maior reviravolta foi definitivamente a minha posição em relação aos árbitros. Há um tempo atrás, escrevi um post chamado "Oh Paixão, tu és um pão", que defendia que devíamos tentar elogiar mais os árbitros para ver se a graxa funcionava, já que os filhos da fruta durante os jogos não andavam a mostrar resultados palpáveis. Pois bem, agora defendo o “partam-lhes as pernas”.

 Há uns tempos, Pedro Proença foi agredido no Colombo por adeptos do benfica, e vejam lá se não resultou? Isto das manifestações não me parece uma atitude produtiva. Acho que apenas vai parecer que andamos aqui a chorar pelos cantos e não vai dar em nada. Vão aparecer 30 macaquinhos, os mesmos que apareciam na época Godinho, e ninguém lhes vai ligar nenhuma. Não estou a dizer, muita atenção, para não irem. Não estou a dizer que as soluções pacíficas são más. Não sou contra manifestações, já que digo, e com muito orgulho, que participei no 15M, em Madrid, dormi na praça do Sol, e ainda fiz de voluntária para limpar a sujeita em que resultou tal revolução. Não estou a dizer que não irei lá gritar pela verdade desportiva. Apoio totalmente as formas pacíficas de manifestação, mas não me peçam para acreditar que vai dar em alguma coisa.

 Eu sou uma realista. Uma sonhadora realista. Sonho, sonho, sonho, mas sei que não passam de sonhos. Sonho com um futebol sem enganos, sem corrupção, sem o-pintinho-está-senil-portanto-este-ano-já-não-há-porto, ou um o-pintinho-está-apaixonado-pela-nandinha-e-portanto-este-ano-já-não-há-porto. Sonho com um futebol com árbitros imparciais. Não digo perfeitos, mas que não se combine quem ganha ou perde nos bastidores. Sonho com um futebol sem fruta, um futebol sem negócios, um futebol que apenas seja... futebol.

Ás vezes, até penso que gosto mais do futebol que jogava na Escola Secundária, do que o que vejo na televisão, profissional e cheio de arte. A competitividade era a sério, não era comprada. Cada jogador corria, suava, sofria, magoava-se, pela equipa e pela vontade de ganhar, onde as faltas não existiam, e a altura da baliza era discutida intensamente cada vez que o golo era mais alto que o guarda-redes. Isso é futebol.

Aquilo que temos hoje em dia, já está muito longe disso. UEFA, FIFA, FPF, APAF são organizações que estragaram aquilo que de melhor existe: o futebol.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Encontra a tua fé

Às vezes questiono-me sobre esta obsessão dos sportinguistas de dizer mal do sportinguismo do outro.

Tal como na religião, é permitido a cada um viver o seu clube como bem entender. Se encontrar a fé fechado num quarto, que fique. Se encontrar a fé a fazer voluntariado, que faça. Se encontrar a fé a atropelar pessoas, aí é capaz de ser um pouco mais chato, mas que o faça também.

Não digo que apoio estes sportinguenses que no próximo sábado dirão que está frio, que já não estamos a jogar nada, que não vale a pena lá ir. Apenas digo que basta de medição de pilinhas quanto ao nivel de sportinguismo que cada um vive. Estamos aqui todos para o mesmo, amamos todos o mesmo clube, e somos todos uma familia. E embora dentro das familias também haja problemas, e não se deva perdoar tudo a quem tem o mesmo sangue a correr pelas veias, temos, ainda assim, que nos manter unidos. (Até porque esta semana já levamos o suficiente com os lampiões, que tão contentes estão eles de nos terem ganho. Não nos podemos virar uns contra os outros também.)

Às vezes dizer mal está bem. Não sou cega, sou inteligente, e consigo ser racional, mas isso não quer dizer que ame menos aquele símbolo que levo ao peito cada vez que tenho a honra de vestir a minha stromp e ir à bola.

Eu amo o Sporting, eu vivo o Sporting, eu respiro o Sporting. E não admito que alguma vez ponham isso em causa.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ainda não foi desta...

Hoje o dia passa mais devagar. Se ontem foi uma roda-viva de emoções, hoje é um dia triste, sem graça, e de vitimas de bastantes comentários, mensagens, e gozo.

Aqueles que no ano passado diziam que jogar contra o Sporting não lhes fazia diferença, este ano o medinho e o respeito voltaram, pelo menos antes do jogo. No ano passado, até diziam “eu tenho pena do Sporting”, “quero que o Sporting volte”, “o nosso inimigo é o porto”. Este ano nunca os vi tão contentes por nos ganharem, porque o medo, o nervoso e a duvida estava lá antes de soar o apito.

Não estivemos à altura. Não estivemos à altura de um derby. Jogamos mal, sem meio-campo, sem pose de bola, ter lá o Piris ou não ter dava exactamente igual (vai na volta ainda seria melhor não ter), o Dier não serve para isto, a equipa em geral estava nervosa, e as decisões não eram tomadas com cabeça. O estilo de jogo foi arriscado, e talvez tivesse funcionado no domingo, com o factor surpresa. Mas não funcionou ontem, e espero que não se volte a repetir. Acho que Slimani não deveria ter saído, já que apesar de não fazer grande coisa (como ninguém andava a fazer), sempre fazia mais que o Montero. Adrien exagerou na brincadeira das fintinhas, parecia que tinha o timming desfasado daquilo que era logicamente obrigatório na hora de passar a bola. O que não estava nada à espera, era que o melhor em campo do Sporting, fosse o recém-chegado Heldon. Mexia-se bem, as poucas bolas que ganhávamos eram com ele, e a bola chegava lá a frente, o pouco que chegava, com ele. E sim, por muito que me custe, confesso que o Carrillo fez uma certa falta.............

Não sei em que momento me apercebi que não íamos sair dali com uma vitoria. Não sei se foi no minuto 2 ou no minuto 3, mas aos 82 minutos fazemos o primeiro remate, e deixa-me então com um pouco de esperança (?). Fomos ridículos, e fomos humilhados, mas também não podíamos estar à espera de mais. O nosso problema sempre foi não termos banco, e realmente, para os jogos com os pequenos até nos safamos, jogamos bem, e sem outras competições onde participar, em principio não era necessária tanta preocupação com o banco. Mas lixamo-nos, no momento em que o amarelo foi mostrado ao William, e no momento em que Jefferson levou uma cacetada do outro mundo. É uma chatice, e eu bem disse que não devíamos ter medo, porque éramos uma equipa e não um jogador só. Mas estes jogadores, para além de terem uma importância a nível de jogo, a sua ausência impôs uma pressão sobre o resto da equipa.

Apesar de tudo, tal como ouvi ontem pelo cortejo “nunca se perde quando se é do Sporting”. Embora achasse que é um pouco discurso de perdedor, mais tarde percebi o que ele queria dizer com isso. Foi uma tarde memorável na qual mandei calar lampiões, obriguei os senhores dos bares da lixeira a esconderem o cartão que levavam ao pescoço que dizia “o benfica és tu”, torci o pé, fiquei sem pernas, perdi a voz, vi o Ricardo Esgaio pelo caminho, e conheci pessoas de uma família da qual vale a pena pertencer. Fui sozinha, pois os meus amigos sportinguistas não aderiram à deslocação, e fui fazendo amigos ao longo do cortejo e jogo.


Ser do Sporting não é ser sportinguista quando dá jeito, quando sabe bem, quando ganhamos. Ser do Sporting vive-se no dia a dia, ser do Sporting não é explicável, não é racional, não é lógico. É ter nascido com sangue verde e branco e, sem justificações, dedicar-se a esse clube a 100% mesmo quando perdemos tudo. 

Ser do Sporting é encher o estádio no próximo sábado, e mostrar que somos os melhores adeptos do mundo e não nos deixamos abater por dois jogos menos bons. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Somos Sporting Clube de Portugal

Nos últimos anos, a verdade é que o Sporting perdeu o estatuto de grande de cara às instituições futebolísticas portuguesas. Ninguém pode negar que esta fase negra de geração croquette afectou mais esta instituição que todos amamos, que qualquer outra altura na história do clube. Mas enganam-se quando pensam que acabou no Godinho, pois as consequências das porcarias que se andaram na fazer vão refletir-se nos próximos anos. E não estou apenas a falar a nível financeiro.

A nível de arbitragens, somos o clube grande mais achincalhado (à falta de melhor palavra), e não impomos respeito aos árbitros, tal como não tínhamos na altura do boicote ao Sporting (embora esse boicote tivesse resultado numa boa arbitragem por parte daquele desconhecido e o seu fiscal de linha gorducho que eu nunca esquecerei), e este domingo viu-se isso. Desde quando é que contra o porto ou o benfica se permitiria um tão grande anti-jogo sem se levar um único amarelo por isso? Desde quando é que contra os outros dois, se permitiria perder tanto tempo e acabar-se com apenas 4minutos de compensação? Desde quando é que com os ditos "grandes" não se vêem pênaltis óbvios? 

Não quero com isto dizer que a culpa foi da arbitragem porque não o foi. A culpa foi nossa. Não percebi a opção Carlos mane a titular, pois parece-me precipitado pôr o miúdo logo depois de marcar o primeiro golo na liga. Temos de ir com calma, pois se a tivermos somos capazes de ter aqui uma pérola, se não a tivermos podemos vir a ter outro bruma.. 
Não percebi porque é que o wilson não saiu antes, visto que estava tão cansado da festa de anos do paulinho. Não acertou uma e estava lento, lento, lento.
Acho que o Adrien deve andar em ácidos porque foi o único que gostei realmente de ver jogar ao longo de 90minutos, o resto tiveram apenas fases. 
Eric Dier vai ter um grande peso de responsabilidade na próxima semana, que me da medo que não seja capaz de aguenta-lo. Este amarelo a william pode chegar a custar-nos o nosso não-mas-sim-mas-não-digam-a-ninguém-que-somos-candidatos-ao-título. 

Ainda assim, depois de um empate com um sabor amargo contra uma equipa pequenina que vem a Alvalade cantar pelo benfica, não poderemos desmotivar-nos e não poderemos esquecer toda a história que temos por detrás de nós. São mais de 100anos de derbys, são mais de 100 anos de vitórias tranquilas, derrotas sofridas, e empates desoladores. E se no ano passado íamos a um derby/clássico a pensar "um empate já é bom" este ano a nossa filosofia é diferente e temos de invadir a luz para mostrar que quem visita é de grande outra vez. Que devem ter medo de nós. Que voltamos a ir lá com vontade de ganhar! Nós somos o Sporting Clube de Portugal e vamos mostrar-vos que estamos de volta. 

INVASÃO!! 


domingo, 26 de janeiro de 2014

Fomos verdinhos

“Isto já cheira mal”, dizia a Rádio Renascença ao inicio do jogo. 2 minutos e 45 segundos de atraso, e pouca ou nenhuma surpresa ao ver que o Porto tinha direito a penálti aos 94 minutos. Pouca ou nenhuma surpresa ao ver o Sporting eliminado da Taça da Liga. 

A verdade é que era a nossa competição principal, e falhamos esse objectivo. Por culpa nossa, dizem alguns sportinguistas. Que só dependíamos de nós e que temos de deixar de chorar. Mas isto não é choro. É vergonha.

De cara ao estrangeiro, Portugal é pouco mais do que aquele país onde houve o Eusebio na pre-historia, e onde o Cristiano Ronaldo e o Figo jogaram uns dois ou três anos na sua formação.

Mas como é que haveríamos de ser um pouco mais do que isto se temos casos destes todos os dias? Escândalos que não se vêm em parte nenhuma do mundo, penáltis que são transformados em livres indirectos, penáltis de fora da área, ou penáltis que são penáltis mas que de repente o arbitro “não viu”. Vão todos passear. Envergonham o futebol português, e depois vem o presidente da Federação Portuguesa de Futebol dizer que os árbitros portugueses são um exemplo de “profissionalismo e de qualidade”?? Esta, que foi claramente a piada do ano, não passa de mais uma declaração triste que visa disfarçar o de ridículo que se passa neste país.

Já chega de “não vi”, tanto dos árbitros como dos adeptos. Não podemos continuar a alinhar nesta palhaçada!

Ontem um amigo meu disse e é verdade: “O Bruno de Carvalho foi verdinho.” É muito bonito vir dizer coisas para os jornais, mas o jogo do Sporting nunca deveria ter começado se 40 quilómetros ao lado os jogadores ainda nem tinham entrado no campo! Portanto sim, talvez a culpa tenha sido nossa.

Fomos “verdinhos” no meio desta mafia futebolística portuguesa, em que há duas semanas ninguém ligava à taça da liga e de repente até já se dão ao trabalho de mexer uns cordelinhos.


Fomos “verdinhos”....


domingo, 19 de janeiro de 2014

ahah